No dia 13 de novembro, a turma da oficina de Música visitou a Sala São Paulo, casa da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP) e uma das três melhores salas de concerto do mundo.

A excursão começou às 9h30 do domingo chuvoso e seguiu de Metrô até a Sala São Paulo, na Luz.

Lá, a galerinha assistiu à apresentação da OSESP que, sob a regência de Sir Richard Armstrong, apresentou um repertório de Johann Sebastian Bach e Ralph Vaughan Williams. “Ao ver a orquestra, os alunos disseram que era como estar em meio a trilha sonora de um filme”, conta Tatiane Bortolozi, professora de Música.

Fotos: Carolina Paseto

Finalizado o concerto, o grupo fez uma pausa para o lanche, depois realizou uma visita monitorada pela Sala para conhecer os detalhes arquitetônicos, históricos e acústicos, e entender a importância do prédio como patrimônio histórico da cidade.

“A visita foi muito interessante. A arquitetura surpreendeu os alunos logo na chegada. Eles ficaram bastante encantados também com os detalhes da acústica, como a presença de eco em alguns ambientes e a ausência dele na sala de concertos, que possui um teto móvel”, destaca Tatiane.

Ao todo, 17 pessoas participaram do passeio, dez educandos e 7 voluntários.

Um semestre de muita música e aprendizado

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No decorrer do semestre, os alunos sugeriram aulas de violão e teclado

Na programação de atividades do Crea+ Brasil o tema música sempre está presente, seja na DV ou na OC.

Neste semestre não foi diferente. A dupla de professores Tatiane Bortolozi e Ítalo Rogério de Jesus foram a fundo no tema e propuseram aos educandos descobrir a música como forma de expressão individual e coletiva.

Em agosto, as aulas começaram com noções sobre estilos musicais e sons de diversos instrumentos. Os alunos conheceram a história do funk, por exemplo, e ouviram o ritmo ser tocado na flauta, no saxofone, entre outros instrumentos.

Do funk, eles partiram para as primeiras noções de teoria musical, como a leitura de partituras e a divisão dos tempos musicais.

Além de aprenderem um pouco de teclado e de violão, os educandos construíram seus próprios violões, utilizando caixas de papelão, linhas e outros materiais recicláveis.

Já na aula de ritmos, aprenderam as cup songs, tocadas em copos de plástico. Nos sábados seguintes, dedicaram-se à interpretação de letras de músicas, que logo se transformaram em diálogos do WhatsApp e em notícias de jornal.

Antes da visita à Sala São Paulo, a turma testou os conhecimentos em um jogo da memória, que relacionava as imagens dos instrumentos de uma orquestra a seus nomes e sons.

O semestre terminou com uma apresentação das cup songs no Evento de Encerramento, durante o Show de Talentos. Os jovens ensinaram colegas e demais voluntários a tocar.

“Na Oficina, ver a evolução e o interesse dos alunos é a melhor parte do trabalho. Em tão pouco tempo, apenas um semestre, fomos capazes de propor muitos desafios e superamos tudo com responsabilidade e leveza. O ambiente de cooperação do Crea+ é uma das coisas que mais gosto no Projeto”, encerra Tatiane.

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