1BA89864-FB05-458C-A5CD-6304C0B8F904Desde pequenos, ouvimos uma série de “nãos”, principalmente vindo de adultos: “Não ande descalço”; “Não vá para a rua”; “Não durma tarde”. No ambiente escolar, isso não é muito diferente; são impostas uma gama de regras que devem ser obedecidas por todos; o que causa a impressão que temos mais deveres do que direitos. Com o passar do tempo, mais especificamente quando nos tornamos adultos, outros “nãos” aparecem nas nossas vidas. Alguns deles são bastante dolorosos, como quando, por exemplo, somos reprovados em uma entrevista de emprego ou não passamos num concurso ou naquela prova de vestibular que nos preparamos o ano inteiro. Mas, temos que aprender a lidar com isso. Aliás, muitos dos “nãos” que recebemos são importantes para o nosso processo de amadurecimento. Entretanto é preciso apresentar também o outro lado da moeda, de forma a equilibrar a quantia de “nãos” e “sins” que recebemos durante nossa vida. Vale ressaltar que, de forma alguma, estamos fazendo uma crítica às regras que nos são impostas; só queremos orientar sobre casos em que um “não” é conveniente

Por exemplo, no CREA, buscamos mostrar às crianças que a vida não é só feita de proibições, há também coisas que podem ser praticadas. Uma prova disso é que, logo assim que reapresentamos o projeto para as crianças, fizemos com elas uma lista sobre coisas que elas podem e não podem fazer. Confira aqui algumas dicas que te farão perceber em quais situações convém dizer “sim” ou “não”:

Quando nossas ações podem prejudicar uma pessoa:

Basicamente, a maioria das regras que são impostas a todos os cidadãos são aplicadas quando ferimos a integridade física ou moral do outro.  Por exemplo: “você pode consumir bebidas alcoólicas, porém, caso você dirija e cause algum acidente de trânsito, você será penalizado pelo seu comportamento imprudente. Portanto, o “não” é muito bem-vindo em situações nas quais ferimos o espaço do outro. Como diz a frase: “sua liberdade termina, onde começa a minha”

Abra exceções:

imagesLembro-me muito bem de uma experiência que um colega meu passou, quando éramos crianças. Ele havia pedido permissão à professora para ir ao banheiro, pois estava muito “apertado”. O pedido foi recusado, aliás se este fosse aceito, a regra de sair da sala só quando o sinal do intervalo tocar estaria sendo desrespeitada. O que aconteceu depois de alguns minutos, vocês podem imaginar. Talvez, se a professora tivesse autorizado a sua ida ao banheiro, um grande constrangimento teria sido evitado.

Use o não no momento adequado:

images (1)Quando uma criança conversa com seu colega de classe no intervalo ou em algum outro momento em que o professor não está ensinando, não há problema algum. Aliás, ela não está atrapalhando o aprendizado de outro colega ou a aula do(a) professor(a). Outro exemplo muito recorrente no Crea+ Brasil é quando uma criança pede para jogar bola. Se a criança quer brincar durante o período de aula, é mais conveniente recusar seu pedido; caso aconteça o contrário, não há motivos para isso.

Explique por que a criança não pode praticar o que deseja:

downloadÀs vezes, a teimosia no erro acontece, porque a criança não entende o sentido de cumprir com alguma regra. Além disso, quanto menor a idade, mais tendemos a não compreender por que não podemos fazer o que queremos, afinal de contas, não temos muita experiência de vida. Você se lembra de quando seus pais pediam para não botar o dedo na tomada e, mesmo assim, você teimava em colocá-lo lá? Ou quando não te deixavam mexer no fogão, pois poderia se acidentar com a chama dele? E, mesmo assim, você teimava, aliás não compreendia muito bem qual era o grande perigo que você estava submetido.  Pois bem: fazer a criança entender que aquilo que ela pretende fazer não é bom é uma ótima forma de fazer com que ela não queira repetir o ato.

Seja um exemplo

Se quer que alguém siga seus conselhos e orientações, seja você um exemplo. Aliás, as crianças prestam atenção em tudo, e tudo que disser a elas será acompanhado de um ato representativo. Portanto, a coerência é a base de qualquer coisa que você deseja ensinar a uma criança.

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Por: Jakeline Borba

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