Maria Carolina Paseto

Não importa qual seja o problema: parece que ela sempre apresentará uma solução para resolvê-lo. Não só isso nos causa surpresa: ela tem a impressionante capacidade de reter a atenção de qualquer educando; é só ela falar algo que, num passe de mágica, tudo que era caos vira ordem. E o melhor de tudo: ela consegue dialogar com as nossas crianças de forma sempre respeitosa e sem perder o controle.

Estamos falando dela, a Carol Paseto, a nossa gestora pedagógica que sempre está a par de tudo que acontece no Crea+ Brasil.  

Em entrevista, ela nos conta que entrou no projeto, em dezembro de 2015, porque queria um trabalho voluntário para se vincular à São Paulo, já que tinha mudado para cá, naquele ano. Outro motivo que a trouxe para o CREA foi a sua intenção de se aproximar das escolas públicas paulistanas, assim como também fez questão de acrescentar: “amo crianças”.

Carol, que já foi professora em três projetos, descreveu um pouquinho sobre como foi sua experiência em relação a cada um deles: “A experiência foi ótima! Em um dos projetos,  construímos muito sobre reciclagem, ao descobrir sobre os diferentes tipos de lixo; em outro, trabalhamos sobre o espaço sideral, a partir da nossa própria agência espacial, na qual os aprendizes conheceram um pouco mais sobre o sistema solar e criaram seus próprios planetas; e o último foi  sobre histórias em quadrinhos, no qual a nossa tarefa foi fazer os aprendizes praticarem suas habilidades com o desenho e também rever histórias sobre o que as crianças gostavam.” E continua: “O que mudava de um projeto para o outro eram as ferramentas dos projetos (reciclagem, espaço e quadrinho), mas o foco sempre foi o trabalho em equipe, raciocínio lógico, respeito e autonomia. Em “Espaço”, vivemos um momento superlegal que foi a visita ao planetário, no parque Ibirapuera.”

Mais adiante, perguntamos se ela havia alguma formação em pedagogia e/ou se já teve uma outra experiência anterior como professora. “Formação, não. Sou psicóloga, mas trabalho com gestão de educação pública, além disso escuto/ estudo sobre o tema. Mas, quanto à experiência em sala de aula, só em projetos voluntários. Antes, já dei aulas para alunos do ensino médio de educação empreendedora”, revela.

A gente sabe que não é nada fácil lidar com o mau comportamento de alguma criança do projeto, assim como nem sempre, ou melhor, muitas vezes, não conseguimos   garantir que todos se engajem e participem das atividades que fizemos, com todo o cuidado e dedicação, para os nossos aprendizes É por isso que perguntamos a nossa entrevistada se, assim como todos nós, em algum momento do projeto ela já teve alguma dificuldade para botar em prática alguma atividade que ela planejou e/ou se já se sentiu impotente diante da má conduta de algum aprendiz. “Sempre temos desafios, né? A forma de lidar é sempre tentar envolvê-los, tentar conversar e pensar com carinho em todo planejamento da aula, para garantir algo que gere participação deles. Tentar conversar e respeitar quem não quer participar, mas também garantir que quem quer participar tenha a aula planejada. Os combinados ajudam muito também”, nos orienta.

Bem, como deu para perceber pela entrevista da Carol, não estamos sozinhos; realmente trabalhar com crianças é um desafio para qualquer pessoa. Mas, embora seja difícil, é possível diminuir as chances das coisas darem errado. É aí que entra a importância do planejamento e da elaboração de aulas lúdicas, que gere interesse, como apontou a entrevistada. Independentemente do rumo que as aulas dos projetos estejam tomando, é importante ter a ciência de que nem tudo sai da forma como planejamos e que todos nós somos passíveis de errar, aliás, o erro é uma característica humana. O melhor para se fazer diante dele é erguer a cabeça e perseverar. Se tudo der errado, reveja onde você falhou e tente mais uma vez. E se errar de novo, tente outra, e outra, e assim por diante. Ou, então, pede ajuda para algum voluntário. E se mesmo assim não der certo, sem problemas. Só o fato de você ter tentado é um bom sinal.

Por: Jakeline Borba – voluntária do CREA+

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